sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Astrologia...

O modo mais rápido, mais usado e menos conhecido, de se olhar para o passado, é observar as estrelas. É nostalgiante pensar que a estrela estonteante que você observa, admira, perde minutos do seu precioso tempo contemplando, já pode ter apagado. Não gosto de pensar que as estrelas estão tão longes a ponto de ela poder ter uma década de idade, quando eu começar a enxerga-la, ou que no seu ápice, pra mim, ela já se apagou. E levando em consideração que o cérebro é demasiado rápido e consegue ter zilhões de pensamentos em um segundo, basta eu olhar para as estrelas e eu começo a estimar hipoteticamente sua idade atual e o tempo que aquela determinada luz demorou para chegar em mim e tento me lembrar o que eu fazia nessa época. Essa é uma das minhas brincadeiras internas, que só eu entendo e não sei explicar (vide tentativa na frase anterior). E acreditem, apesar de que a minha memória sempre falha, ela funciona bem com esse processo-brincadeira e nem sempre me agrada. Apesar de sempre lembrar algo que me faça rir por deliciosos longos minutos, sempre me remeto a lembranças desagradáveis, como despedidas. Sou péssima com elas e em lidar com elas, entretanto comparando com supera-las, sou exorbitantemente boa nos dois anteriores. Ademais, observando as estrelas consigo ter todas as emoções já descobertas. E isso é o ínfimo do que me fascina nelas.


É necessário levar em si mesmo um caos, para pôr no mundo uma estrela dançante. (Friedrich W. Nietzsche)

sábado, 17 de outubro de 2009

Bluft.

Pessoas gostam tanto de reclamar, sobre tudo, o tempo todo, em qualquer lugar, com todo mundo. É como se a ‘quebra de gelo’ acontecesse através das reivindicações. Honestamente, eu não tenho do que reclamar. Gosto da minha vida, minha família, meu cachorro, minha rotina fastidiosa, as pessoas, comuns, ao meu redor. Entretanto, se eu tivesse o direito de fazer um pedido, uma exigência, apenas uma e nada mais, eu pediria meus verdadeiros amores comigo sempre. Não entendo como você tem uma vida normal, sem conhecer as melhores pessoas que existe nesse mundo. Não sei como isso faz sentido pra você, sabe? A vida, como ela tem lógica se você não os conhece. Confesso que já acreditei que tivesse uma vida normal, mas vida normal é o que todo mundo tem. E o que todo mundo tem não é bom, é comum, é costumeira, é normal e ‘normal’ está muito longe de ser bom, e estou falando do mínimo, porque ‘bom’ é muito pouco pra eles, ‘ótimo’ é muito pouco. Realmente não consigo lembrar de um adjetivo que seja grande o suficiente pra que você entenda o que eu to falando. Quiçá extraordinário consiga expressar o ínfimo do que eu quero. É, pensando bem, consegue, uma vez que, ao pé da letra, extraordinário significa: fora do costume, excessivo, descomunal, anormal, raro, singular, assombroso, estupendo, que excede expectativas; é, extraordinário consegue expressar o ínfimo. O que vocês chamam de amizade é o que vejo normalmente? Pessoas se ligam, combinam de sair, saem sempre juntas... isso é amizade? Então preciso de uma palavra nova pra exprimir nossa ligação, essa coisa intensa, forte, estranha, engraçada, gostosa, diferente de tudo já visto, já sentido, já conhecido. Não precisamos ligar ou combinar, nós sabemos. Estaremos juntos. Onde, como, por que, quando, são dispensáveis, absurdamente desnecessário. Perguntamos: Vamos? ; e temos como resposta: Vamos!; Não precisamos de mais que isso, estamos juntos, sabemos o quão bluft vai ser. Defeitos são comuns em seres humanos, e apesar de eu achar que somos uma evolução, por ora desconhecida, dos ‘homo sapiens’, ainda somos considerados tais, e perfeitos são os que conseguem fazer com que seus defeitos se tornem qualidades: Dagliê Colaço e Licínio Pereira de Camargo. A diferença de vocês começa no nome, e essa distinção de nomenclatura se torna tão pequena depois de qualquer convivência, pessoas absurdamente únicas, por quem eu lutaria, choraria, mataria, morreria e pediria desculpa; tão importantes pra mim quanto meu fígado, ou nem tanto, porque me desfaria dele, por vocês, se preciso fosse. Vocês são meus e nunca ninguém vai tirar de mim, ninguém seria tão alienado o suficiente para fazê-lo. E eu sou vossa, por inteiro. Quando os tive, simultaneamente, perto de mim, foi desmesuradamente bluft! E quando se repetir, impedirei que se vão e então começaremos a viver. E eu rirei para todo o sempre quando ninguém acreditar que meu livro foi baseado em fatos reais. x

sábado, 29 de agosto de 2009

The Best Of Me

Sucessivamente minhas palavras nesse pseudodiário online foram algo nostálgico. Reminiscências, sentimentos, melancolias, decepções. No entanto, hoje estou no clima pra falar do melhor relacionamento que existe em minha vida.
Tens noção de quantos ‘pra sempre’ são ditos diariamente por todas as pessoas que se relacionam, seja namoro, amizade e/ou qualquer coisa? E tenho uma pergunta melhor, imagina quantas dessas promessas são quebradas? Realmente não tenho curiosidade sobre a resposta. Quiçá seja o motivo que mantemos um relacionamento absurdamente estável. Não brigamos nunca. Não que eu me lembre e minha memória é algo em que não se dá para confiar, portanto corrija-me se eu estiver errada. Ficamos por quase um ano sem manter contato diariamente, mas não deixamos de nos falar. Pelo contrário, essa 'pausa' foi bom pra ambos os lados, talvez. Amadurecemos. Sei que não aparento ter amadurecido tanto assim, mas vocês não sabem nada de mim como ela sabe. Podia dizer que ela me conhece melhor do que eu mesma.
Se quiserem saber o que eu menos gosto no mundo, algo que eu poderia descartar facilmente da minha vida, algo que eu bateria o pé, me jogaria no chão, berraria feito uma criança mimada que a mãe negou o pedido, faria qualquer coisa pra não existir, e quando eu digo qualquer coisa, quero dizer: qualquer coisa! Essa coisa grotesca da qual venho enrolando nesse parágrafo pra dizer, porque até mencionar isso me dói, é a despedida. Odeio mais que qualquer coisa no mundo ter que me despedir dela. Sei que ela se sente tão perdida quanto eu me sinto nas nossas despedidas. São sempre incomensuravelmente... deprimentes, por não ter palavra tão ruim pra descrever. Tentamos encenar como se não doesse tanto, ambos os lados. Passamos basicamente o dia todo falando em inglês, pra parecer divertido. Depois relembramos nossos futuros detalhadamente desenhados por nós e para nós. E quem sabe esse seja o segredo, não prometemos um futuro juntas, sabemos dele. Tão perfeito, unidas, felizes. Como fomos um dia, como somos quando nos vemos, como seremos daqui um ano e quatro meses. Eu quis dizer como fomos, somos e seremos sempre quando juntas. Mas nada, eu disse nada, das coisas que fazemos pra disfarçar a dor que sentimos, funcionam afinal, e não conseguimos impedir que as lágrimas rolem no abraço derradeiro.
Não sei como ela se sente no trajeto pra casa, mas eu fico incomunicável. Viajo mentalmente e revivo em poucas horas os nossos últimos dias juntas. E apesar de abatida com a sua partida (rimei), sorrio e me sinto feliz em demasia por ter tanta certeza sobre algo, talvez tão exultante quanto agora, apenas por saber sobre nosso relacionamento e destino.
Não consigo me referir a esse sentimento como ‘amor’, porque não é amor, já passou disso há muito tempo. Não é de hoje que dizemos isso. Esse sentimento é mais forte e maior, e também não é algo eterno, porque coisas eternas não se alteram nunca, e esse sentimento só cresce, pelo menos em mim sim. É algo que nós inventamos e ultrapassa qualquer paradigma já imposto relacionado a amar. Um sentimento só nosso. Como todas as coisas que inventamos, como todas as piadas internas que são apenas nossas. Como nossas músicas, como nossas fotos, como nossos casais fakes, como nossos turnos, como nossos chars, como nossos roubos, como nossa viagem, como nossos amigos, como nossas histórias, como tudo que associa eu a você ou você a mim.
Voltando às perguntas iniciais, contar-lhe-ei algo inusitado, nessa nossa relação é difícil nos ver de melação, declarando nosso amor o tempo todo de forma exaustiva e enjoativa. Claro que o fazemos! No entanto são feitas praticamente nas despedidas online como algo comum: boa noite, cuide-se, amo você; e nas despedidas citadas ali em cima, estas são as sinceras e melosas, mas somente nós temos ciência delas. E agora vocês sabem que acontecem, mas ainda desconhecem a intensidade.
Posso proferir com o maior prazer e a maior certeza que talvez exista no mundo uma amizade – se é que assim pode ser chamado – como a nossa. Mas não existe até hoje alguém com algo mais forte ou mais sincero ou mais bonito. Nós somos como ninguém é. Nós pensamos como apenas um filosofo foi capaz, e ele morreu há cento e nove anos atrás. Nós agimos como você nunca agirá. Nós fazemos coisas que vocês nunca sonharam. A Dagliê e eu somos quem nós sonhamos ser. E seremos quem nós sonhamos por todo o sempre.
E sorte a de quem teve passagem na vida de uma das duas. Dádiva de quem teve as duas juntas por um dia que fosse. E parabéns à estes últimos, certamente vocês terão seus nomes camuflados em páginas cansativamente redigidas, mas excitantes ao ler. Entenda-me quem for capaz.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Gray

Notei agora que nunca dou devida atenção às coisas. Como a letra de uma música que tenho há tempos e só hoje percebi quão linda é a letra dela, quiçá porque agora ela se encaixa perfeitamente com a condição em que eu me encontro. E essa é apenas uma coisa fútil; agora, pára pra pensar quanta coisa pseudoimportante não deixamos de dar atenção ou o valor merecido o tempo todo. Ontem, conversando com um amigo, falei sobre uma teoria que vi num livro, o qual não me recordo o título, algo como "o dia, assim que se torna noite, começa a amanhecer" e chegamos à conclusão que isso é meio que um resumo de tudo na vida. Assim que tudo chega ao ápice, deixa de ser 'tudo' para se tornar 'nada' e então voltar a ser 'tudo'. E é uma espécie de oscilação infinita, um ciclo vicioso, maçante e indesejado, entretanto continuará acontecendo. Podíamos dar valor quando estivesse no ápice, mas é sempre quando está voltando a ser 'nada' que percebemos que devíamos o fazer. Mas já está decaindo, então você não o terá, porque a noite não decide no meio da madrugada a continuar noite e deixar de amanhecer. Os eclipses são reais, sim, tanto no dia como na noite, no entanto advêm uma vez a cada cinco anos, ou mais, não espere que você seja o eclipse, uma vez que existem muitos outros casos também querendo ser, tanto quanto você ou até masi, não admita que lhe reste apenas a esperança de a sizígia acontecer.
Desagrada-me ver o quanto meus textos parecem falar de mim, quando são apenas meus pensamentos sobre o que eu vejo, o que eu repugno, o que eu queria poder trucidar e extinguir pelo menos ao meu redor. É sobre valores e sinceridade tudo o que eu já escrevi afinal. E eles acabam sendo sobre mim.



And he look at the giant and he saw nothing. Just 'cause he doesn’t matter 'bout him.

EGO

É realmente difícil eu conseguir manter interesse sobre qualquer coisa por muito tempo, sem perder o encanto, a admiração, a curiosidade e o fascínio pela mesma. E quando eu acho que vai acontecer, então sempre vem um ser desprovido de ocupação a plantar o pior veneno, na minha singela opinião, no ouvido das pessoas. E é ironico que eu considere a pessoa minha amiga mesmo depois de tudo. Tenho minhas explicações, como por exemplo ser basicamente o centro das atenções de 'tal amigo', o tempo todo. E atenção é algo que me compra facilmente. Entretanto, você não pode apenas me dar atenção, tem que saber como fazer, enfim, estou rindo dos meus ultimos dias, e rindo estericamente, eu diria. Não acho engraçado só o fato de se importarem tanto comigo e com a minha vida chegando ao ponto de querer empurrar-me para uma situação deplorável, mas também como eu não estou realmente me importando com isso. Claro que eu queria que as coisa fossem de outro jeito, isso é óbvio. No entanto, eu não estou dando, talvez, a devida importância que o caso merecia. E não estou deixando de importar-me por ser desprovida de coração e sentimentos, talvez, mas hoje o faço na esperança de que parem. Você consegue lembrar de quando você recebia um apelido ruim na escola e reclamava pra professora, e ela sempre dizia: "Mas não ligue pro que eles estão falando, faça de conta que nem liga, que eles param.", e você não acreditava na professora e continuava brigando com as pessoas que te chamavam com tal apelido, e eles continuavam te chamando? Então, estou seguindo o conselho da professora agora e anseio que parem de dar mais importância a mim do que eu mesma. Apesar de alimentar meu ego, não é algo saboroso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Apenas Palavras.

Sou demasiadamente orgulhosa pra aceitar que alguém confunde minhas pseudocertezas. Idem pra acreditar que o faço. É bom saber quando fiz, mesmo que seja depois de já não existir resquícios dos pensamentos. Não sei ao certo aonde desejo chegar com essas palavras vomitadas em sequência, nem ao menos sei se existe um lugar onde eu queira chegar. É tão ruim e ao mesmo tempo tão atrativo não ter certeza do que poderá acontecer ou não ter certeza de algo. Quiçá hoje seja o dia mais engraçado da minha vida, quando tudo está entrando em contradição, desde os meus princípios aos meus atos, a situação em que me encontro, sendo quem eu anseio ter que, porventura não é quem eu sou, afinal não se encaixa nos meus padrões de escolha, entretanto eu quero. Não gosto de palavras ditas por dizer e repugno quem as profere. E é isso que eu quero dizer, quando me refiro aos meus princípios sendo quebrados, por alguém que questiono ser merecedor. Ou não. Acredito que não levei mais que dez minutos pra redigir até aqui e poderia apostar como não consegui transmitir nenhuma das minhas idéias iniciais, se é que houve alguma. E eu estou rindo descontroladamente de não saber como expor meus pensamentos mais obscuros. Logo eu, que sempre consigo traduzir pensamentos em palavras, mesmo que frases ruins, mas sei bem como fazer. Grande dia ensolarado depois de tanta chuva, grande dia escarninho depois de tantos fastidiosos. Quiçá uma nova oportunidade de fazer tudo como deve ser feito.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Die, My Dear

Quiçá meu problema seja acreditar demasiadamente, quiçá eu seja muito inócua para esse mundo. Eu confiei em você e você não estava presente quando eu precisei.

Fugir desse vazio é trabalhoso sem auxílio porém apenas emergindo daqui que eu posso encontrar o subsídio para sair. E o escárnio nem está aí. Está na maneira que eu me encontro agora, porque eu não odeio você.

Eu não sei raciocinar quando você está longe, contudo você jamais permanece junto de mim! E eu era quem deveria mantê-lo afastado, entretanto me dê a mão e me arrebate daqui. Prove-me que você não é como eu presumo.

Os indivíduos serem capazes de mudar é a parte afável. Amadureça e revele que eu te subestimo, e então me ofereça sua mão e me salve desse lugar.Quando meu maior devaneio veio ao meu encontro, eu presumia que seria mais simples. Ludibriei-me.

Estou perecendo aos poucos sem você. Clichê.

Aprendi com você que nem sempre as pessoas são benévolas, todavia não lhe agradecerei, não por isso.