sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Astrologia...

O modo mais rápido, mais usado e menos conhecido, de se olhar para o passado, é observar as estrelas. É nostalgiante pensar que a estrela estonteante que você observa, admira, perde minutos do seu precioso tempo contemplando, já pode ter apagado. Não gosto de pensar que as estrelas estão tão longes a ponto de ela poder ter uma década de idade, quando eu começar a enxerga-la, ou que no seu ápice, pra mim, ela já se apagou. E levando em consideração que o cérebro é demasiado rápido e consegue ter zilhões de pensamentos em um segundo, basta eu olhar para as estrelas e eu começo a estimar hipoteticamente sua idade atual e o tempo que aquela determinada luz demorou para chegar em mim e tento me lembrar o que eu fazia nessa época. Essa é uma das minhas brincadeiras internas, que só eu entendo e não sei explicar (vide tentativa na frase anterior). E acreditem, apesar de que a minha memória sempre falha, ela funciona bem com esse processo-brincadeira e nem sempre me agrada. Apesar de sempre lembrar algo que me faça rir por deliciosos longos minutos, sempre me remeto a lembranças desagradáveis, como despedidas. Sou péssima com elas e em lidar com elas, entretanto comparando com supera-las, sou exorbitantemente boa nos dois anteriores. Ademais, observando as estrelas consigo ter todas as emoções já descobertas. E isso é o ínfimo do que me fascina nelas.


É necessário levar em si mesmo um caos, para pôr no mundo uma estrela dançante. (Friedrich W. Nietzsche)