quinta-feira, 14 de junho de 2012

There's a place off Ocean Avenue, where I used to sit and talk with you. We were both 16 and it felt so right: sleepin' all day, stayin' up all night. There's a place on the corner of Cherry Street, we would walk on the beach in our bare feet. We were both 18 and it felt so right: sleepin' all day, stayin' up all night.
If I could find you now things would get better! We could leave this town and run forever. Let your waves crash down on me and take me away.
There's a piece of you that's here with me, it's everywhere I go, it's everything I see. When I sleep I dream and it gets me by, I can make believe that you're here tonight.
I remember the look in your eyes when I told you that this was goodbye. You were begging me not tonight, not here, not now. We're looking up at the same night sky, keep pretending the sun will not rise. We'll be together for one more night somewhere, somehow.
Yellowcard - Ocean Avenue

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Nevermore Sunday's Night

Sinto saudades daqueles telefonemas nos domingos à noite, os quais juravámos pra todo mundo que era pra saber o que tinha acontecido no final de semana um do outro, já que era o único momento da nossa semana que não passávamos juntos, pois você visitava sua namorada e eu saía com meus amigos. Você fingia querer saber até onde eu tinha desenrolado com o menino que eu curtia e eu fingia que gostava de ouvir o quanto você tinha se divertido com ela. E esses quinze minutos que levavámos pra contar essa parte, pareciam não existir quando passava as outras três horas falando de coisas aleatórias, engraçadas, o real motivo das nossas ligações, o motivo que escondemos por tanto tempo, por achar que ainda tínhamos muito tempo.
E esse é o maior erro, sempre acreditar que tem muito tempo, então pode gastá-lo sem pensar. Porque o tempo acaba antes, sempre antes, sempre tem algo a mais a ser feito, mas o tempo não espera, ele só corre, corre feito um queniano.
Pra mim, depois de tudo, onomatopéia é bluft, música pra correr é Beat It na voz do Patrick Stump, brincadeiras são drifts, jogo bobo é o do coelhinho do Wii, diversão é uma tarde de filme onde todo mundo dorme aos cinco minutos e acorda nos créditos, loucura é dormir no sofá e acordar no colchão ao seu lado sem saber como fui parar lá, fugir de casa significa pegar só uma toalha e correr pra casa do outro perto da onze da noite sem permissão só pra passar a noite junto (conversando, fazendo piada, fazendo carinho) e se ver na aula como se nada tivesse acontecido, jantar fora é matar aula de inglês pra tomar Sex On The Beach com comida japonesa, sacanagem é agir dentro da sauna como não deveria, malandragem é ficar bêbado de caipirinha de morango numa quarta-feira e depois de pular muito no pula-pula pra criança e deitar ver as estrelas, matar tédio é andar por todos os condomínios procurando a casa que tomaríamos conta, disposição é sair da balada às 5 da manhã pra só pra me buscar e levar pra casa e ainda de quebra assistir o nascer do sol rindo como se não houvesse amanhã, insanidade é me levar pra balada totalmente desarrumada, agir como se fosse meu namorado e ainda fazer todo mundo parar no Mc na volta, só porque eu quero, GPS é Gabs, bondade é me deixar usar e abusar de todos seus aparelhos eletrônicos de última geração, loucura é me levar pra conhecer seu pai que morava perto da sua namorada, burrice é o que acontece quando se está com muita fome, rebeldia é ser expulso de uma aula, a qual não precisava ser assistida quando está debatendo a matéria que está sendo exposta, viajar é decidir num dia que vai fazer uma viagem de 6 horas pra daqui dois dias fazer o caminho de volta só pra poder me levar junto, bandidagem é roubar um amigo da aula da tarde pra ele curtir a tarde junto, jogar snooker é difícil, jogar poker é fácil demais, ainda mais quando pode-se apostar o relógio, outra dimensão fica num Mc Donalds, assistir Olimpíadas só é legal na padoca com pão na chapa, capuccino e boas companhias...
Foi tanta coisa que mudou o significado e tanta coisa que acontece e eu acabo voltando alguns anos atrás, pra quando você ainda era meu, de um modo bom e estranho, que eu prefiro que essas coisas não aconteçam no meu cotidiano, porque são elas que me deixam mal. Como pode, eu me pergunto, algo que me fez tão bem, me entristecer nessa proporção? Às vezes, eu tento acreditar que é só você voltar pra minha vida, pra minha rotina, que tudo vai se acertar, assim como tudo era certo quando você estava nela. Porque, independente da situação, você me faz muito bem, quando está por perto, mas essa distância maltrata demais! Eu podia ficar triste antes, mas eu não conseguia permanecer assim por muito tempo, você não deixava, eu não queria ser triste perto de você, eu não conseguia.
Uma vez você disse que me faria a mulher mais feliz do mundo. Então por que é que você ainda continua tão longe? Cartas não exigem histórias, cartas não exigem contos, cartas não exigem belas palavras e adjetivos peculiares, e eu só escrevo na esperança que você leia, como prometeu que faria.
Bom dia, boa tarde, boa noite. Fique bem. Eu amo você, meu melhor amigo!